sexta-feira, 15 de abril de 2022

Rude cruz, bendito Salvador!

 

Há aproximadamente 2022 anos, numa sexta-feira como hoje, um homem era pendurado numa cruz. O plano era que morresse em agonia e sob maldição.

Em agonia, porque a cruz era um instrumento de tortura absurdamente macabro, elaborado de tal forma que o condenado pudesse sobreviver pelo máximo de tempo possível, enquanto sofria dores e espasmos terríveis. Há diversos relatos de crucificados que agonizavam ao longo de vários dias. 

As dores causadas pelas perfurações dos cravos e as cãibras causadas pela perda de sangue e a imobilidade eram tão terríveis que foi criado até um novo termo para designar uma dor terrivelmente forte: excruciante (origem latina: "ex cruciare", literalmente "submeter à tortura da cruz").

As autoridades romanas usavam o terror da cruz preferencialmente contra aqueles que se insurgiam contra o poder do império, visando assim a desmotivar eventuais levantes.

Eis um retrato da agonia. Falemos agora da maldição.

O segundo objetivo era que aquele homem morresse sob maldição. Sendo ele um judeu, a crucificação viria a calhar como uma luva porque, na cultura judaica, quem fosse morto e pendurado em um madeiro era maldito por Deus (Dt 21:22-23).

Vemos aqui alguns fatos únicos: um homem condenado por judeus e gentios. Condenado como maldito por Deus entre os judeus e crucificado como um rebelde pelos gentios, maldito perante César, que era também tido por eles como uma divindade.

Por causa da cruz deste homem houve, por um momento, consonância de ideias entre judeus e gentios. Houve paz e até um gesto de amizade entre os então inimigos Herodes e Pilatos. 

Ele morreu em agonia e sob maldição, selando uma trégua entre inimigos, mostrando que a rebeldia deles contra Deus era maior que as divergências que tinham entre si, por maiores que fossem, e por isso foram capazes de se unir contra ele em um só propósito. 

Mas ele morreu abençoando!

"Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem", foi sua primeira fala. A seguir, em meio à agonia, prometeu a um bandido arrependido um lugar no paraíso. Depois mostrou preocupação por sua mãe, designando-lhe um cuidador. Sofrendo, citou o Salmo 22, queixando-se ao Pai, para mais adiante afirmar vitoriosamente a consumação do plano de Deus antes de afinal entregar seu espírito nas mãos amorosas do Pai.

Judeus e romanos achavam que estavam diante de um homem maldito e digno de morte, e que eles o haviam detido e matado, mas estavam errados.

Nada ali estava no controle deles nem seguindo seus planos, porque aquele homem não era qualquer um. Ali estava o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e que havia declarado diante deles algo que eles haviam criticado, mas que posteriormente ficaria evidente e todos o saberiam com clareza após o domingo:

"Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para recebê-la outra vez. Ninguém tira a minha vida; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregá-la e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai". João 10:17,18 NAA

Como diz o título de um livro de Max Lucado: Ele escolheu os cravos. A cruz era o plano, e o Filho, em obediência, deu a Sua vida pelo homem pecador.

Jesus Cristo não é qualquer um. Ele é incomparável, único.

Bendito seja para sempre. Como não amá-lo?

"E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra. E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre". Ap 5:8-13 NAA

Pr Felipe Rei, Igreja Batista 22 de Novembro - Niterói - RJ, em 15/04/2022

6 comentários:

  1. - Maravilhoso !!! - Está é a Santa Palavra, do nosso Deus, nos dando a certeza do amanhã eterno.

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  2. Excelente mensagem e muito própria neste dia quando boa parte da humanidade celebra o extremo sacrifício do Filho de Deus.

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  3. Obrigada por compartilhar, Pastor Felipe! Com certeza, Deus o usou para que essas verdades fossem passadas adiante... infelizmente, a grande maioria não se dá conta do verdadeiro preço pago naquela rude cruz por cada um de nós...

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